sábado, 7 de março de 2015

Autoescola [crônica]

 Acredito que muitos jovens hoje em dia esperam ansiosamente pelos 18 anos, para poderem finalmente tirar a carteira de motorista. Mas, independente da idade, se é ou não com "paitrocínio", você acha justo pagar quase dois mil para aprender a usar 3 pedais, câmbio de marcha, girar o volante, parar nas placas de 'pare', não passar no sinal vermelho e coisas assim?
 Concordo que o que se aprende lá, embora algumas coisas acabem esquecidas, sejam bem relevantes, mesmo com alguns motoristas negligenciando as aulas.
 Pois bem, uma pessoa que nunca tenha dirigido na vida, vai ir fazer o teste final, e se passar, pegar a carteira bem inseguro ao volante, principalmente moto, que a gente só fica dando volta dentro daquele espaço fechado. Mas agora chegamos onde eu queria. Além de todos estes pontos, as pessoas saem sem saber nem abrir o capô. A manutenção do veículo é bastante importante e se a gente soubesse mexer, isso nos deixaria mais "independentes" em certo aspecto. As autoescolas, na minha opinião, deveriam ter em sua grade aulas de noções de mecânica. O mínimo, pra ninguém sofrer tanto quando precisasse disso alguma hora, e também pra ninguém te enganar dizendo que é uma coisa sendo outra. Isso seria de muita utilidade, enfim, mas enquanto isso não acontece, ficamos sem saber qual é o problema quando temos um e nos obrigamos a correr toda hora para mecânica, pagando valores quase absurdos por um concerto que qualquer um poderia fazer.

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Pedágio [crônica]

Quando alguém diz que concorda com pedágio, alegando que só assim tem asfalto decente e tal, eu não sei se é falta de informação ou ingenuidade (pra não dizer burrice) mesmo. A lógica do pedágio, basicamente é: direito de passagem mediante uma taxa em troca da manutenção das vias. A lógica do imposto, basicamente é: você pagar uma taxa incluída no que você for comprar, acumulando capital nas mãos do governo, que em troca ele nos retorna com investimentos nas necessidades básicas, que é um direito de todo cidadão. Então, se eu tenho que pagar imposto pra tirar a carteira de habilitação; pra comprar um carro; pra colocar combustível; pra renovar os documentos anualmente; pra renovar a carteira; por que diabos eu tenho que pagar mais taxas nos pedágios pra poder rodar?
 Todo dinheiro arrecadado com os impostos é dividido para suprir cada departamento, mas por que isso não ocorre? Temos que sempre optar por planos particulares sendo que o governo tem obrigação de amparar o seu povo.
 Eu sei que já vem sendo encalacrado em nossos inconscientes através de cada geração o conformismo. E o consumismo. Mas quando alguém concorda que só com particular conseguiremos viver bem fica mais difícil a saída desse comportamento. Na minha humilde opinião, a solução é autogestão, anarquia! Mas isso é assunto pra outra hora.
 Eu só me questionei sobre o assunto e resolvi postar aqui, já que queremos encarar a estrada. Só que a vida no modo capitalista não é fácil, ainda mais aliada à corrupção e gente que aceita ser cúmplice, que no caso acha certo ficar dando mais dinheiro a esses extorquistas.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Na Valeta

O assunto já foi relatado aqui (Dia Ruim!) mas agora será contado pela visão do motorista, no caso eu, que não gostei nada dessa experiência assustadora.
 Só pra constar: um dia antes havíamos caído de moto; no dia do ocorrido a Dio estava com um mau-pressentimento; e eu também cheguei a comentar, enquanto íamos pra casa, que estava receoso em acelerá-la demais, devido a folga no volante e a sua instabilidade, enfim...
 Chegada a hora de ir pra casa, embarcamos na Efigênia e fomos. Percorremos bem o trajeto do mercado à minha casa, ou melhor, percorremos bem a maior parte, com os declives, as poucas curvas.... Já que é um rodovia, bem sossegado, mas nos metros finais, numa reta, levemente inclinada, a kombi puxa pro lado...
 Aquilo já tinha acontecido, dela bambear na pista, e a Dio já fala meu nome em tom de repreensão e do porque da ação, como se fosse uma brincadeira minha. Assim que ela se estabiliza na pista, eu indago: "Quê??", mostrando que tá tudo bem.
 Mas não foi o caso. Eu tentei controlá-la mas não consegui, a Dio bradou: "Glaykom!!", mas não deu tempo de ajeitar a situação e responder. Foi tudo muito rápido. É terrível, você percebe que não tem controle sobre a situação. Estava vindo uma carreta na outra pista e o pensamento que a gente poderia bater de frente com ela me assustou muito. Do outro lado da pista é uma ribanceira, sem acostamento, sem nada. Nesses casos de derrapagens e afins todo mundo sabe que o melhor a fazer é tirar os pés do pedais, e talvez meu cérebro tenha processado essa informação mas a minha ação não foi essa. Provavelmente pisei no freio e por fim saímos da pista, pro nosso lado mesmo, numa valeta, ficando em diagonal, com uma das rodas traseiras dentro do buraco. Assim que ela parou com um baque no barro, a porta do passageiro se abriu e a Diovana transpassou-a. Com o impacto ela deu uma leve inclinada e eu pensei que ela ia capotar. Não aconteceu, para nosso alívio. Mas foi assustador. Eu cheguei a cair no chão, mas me levantei rapidamente saindo lá pra fora atrás da Dio. Vi que a luz estava ligada e fui desligar. A Dio já estava de pé, dizendo que estava bem, e que estava preocupada com a Efigênia. Mesmo com todo o carinho que a gente tem por ela, é só um monte de lata, né? PQP! Ela insistiu que estava bem, daquele jeito braba dela falar (claro que não estava, e depois ela falou que estava dolorida). Os moradores duma casa, uns 10m a frente, saíram, querendo saber se alguém tinha tinha se machucado pra ligar pra ambulância e tudo mais...
 Ligamos pro pai, como sempre, e mais uma vez ele foi nos socorrer. Na verdade nós tentamos tirá-la de lá sozinhos, mas não obtivemos êxito. Ele chegou lá, e já saiu atrás de um conhecido que tinha um guincho, mas não encontrou ele em casa. Trouxe um pedaço de borracha pra amarrarmos e ver se dava certo.
 Desde a batida, até a saída, eu nunca tinha visto tanto movimento naquela parte da estrada, e como as pessoas não estão nem aí, pois mesmo com gente na pista, galhos colocados no chão, uma kombi caída na valeta com metade pra dentro da pista, passavam muito rápido e muito perto. Não consegui entender o porque....
 A Lisa e o Edson, que iriam lá em casa acabaram subindo lá, ajudar a encalhada. Amarrado a borracha, e esperando que não arrebentasse, forçamos e voltamos a pista facilmente, com a ajuda dos ali presentes. A porta não fechou mais. Chegamos em casa, jantamos, e assim passou aquela noite trágica...
 Na manhã seguinte, a constatação dos estragos: um lado do pára-choque solto; o outro lado amassado; uma calota torta; e a porta, que entortou a dobradiça de baixo, fazendo ela "fechar", enroscando uns centímetros antes do que deveria. Na verdade tínhamos que bater mais forte.
 Mesmo assim, como estava chovendo, iríamos com ela pro mercado, mas nos primeiros metros a porta abriu de repente, fazendo a gente abandonar a ideia, e deixando ela parada desde então.




terça-feira, 27 de janeiro de 2015

O passeio da moto dentro da kombi

 Na verdade, quando a gente contou essa história, as pessoas não expressaram nenhuma surpresa, como se todo mundo já espere que a gente faça esse tipo de coisa com uma kombi.
 Então, normalmente a gente vai de moto pro mercado, a não ser quando está chovendo na hora da nossa ida, aí, ou pedimos uma carona ou vamos de kombi. Quando a gente vai de moto e está chovendo na saída, às vezes o pai dá uma carona, o que já aconteceu e no outro dia voltamos com ele, quando é final de semana. Uma vez porém, a moto ficou lá, e no outro dia, como era segunda e o tempo estava limpo fomos a pé para o trabalho. Tudo bem. Numa outra, porém, de quinta pra sexta, a moto tinha ficado lá e estava chovendo, então fomos com a Efigênia. Agora tínhamos duas opções: Ou carregá-la para dentro da Efigênia, ou deixá-la e levantar bem cedo no dia seguinte para chegar a tempo de abrir o mercado. Pensamos durante o expediente, e como nós gostamos de dormir, decidimos carregar a moto. Até que não foi difícil erguê-la e ajeitá-la, mesmo o local não favorecendo em nada e nós não tendo nada para nos auxiliar, mas é bem tenso dirigir com essa responsabilidade. A Dio foi atrás, só pra garantir, mas não havia problemas. Durante o trajeto chegamos até a pensar que a mãe da Dio iria nos repreender, mas não, ela já estava esperando que a gente fizesse isso mesmo. Até porque é a solução mais prática, de qualquer forma, Ela nos ajudou a tirar a Eleonor lá dentro, e parecia que estava mais complicado do que colocar, enfim. Mais tarde, constatamos que havíamos nos esquecido de umas coisas que ela tinha nos pedido, já que estávamos com a kombi, e seria melhor para trazer....
 Enfim, na manhã seguinte pudemos acordar em cima da hora e ir de moto.

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Nota de solidariedade - o sequestro da Eleonor

 Acho que não foi dito ainda aqui, mas a Efigênia tem uma irmã de garagem: Eleonor - a moto, 150c, 2007, preta. Ela é mais nova que a Efigênia mas está há mais tempo conosco, por isso temos um grande apreço por ela também.
 Pois bem, eu sou contra - entre outras - nosso sistema de trânsito e política do mesmo, mas ainda assim para evitar maiores problemas, procuro estar sempre em dia com os documentos e tudo mais, para poder rodar tranquilamente.
 O fato é que nós estávamos discutindo se subíamos pro mercado de moto ou de kombi, já que o tempo estava com cara de chuva. Optamos pela moto. Fizemos uma outra rota já que tínhamos que passar na farmácia. Seguindo então o trajeto nos deparamos com uma viatura da dittesc* num trevinho que dá pra uma mão-única. Eles seguraram, então nós passamos a frente, paramos na esquina e no semáforo que se seguiam corretamente, e mais adiante, atrás de uma fila eles encostam do lado e pedem pra gente parar. Paramos. Como estava tudo certo, não haveria problema, pensei. Até que eles consultaram o documento da Eleonor e estava atrasado. Acontece que, de fato eu havia pagado tudo certo, mas direto no banco  não dei entrada na delegacia. Aí o problema. Sem negociação com os guardin.... digo, com os agentes, levamos uma multa e esperamos pacientemente pelo guincho.  O agente, sem identificação na farda, mas a meu pedido depois se apresentou como Maurício, estava nos sugerindo para irmos à um despachante que eles faziam o serviço rápido. Há.... Claro, com aquele custo básico que existe em tudo, enfim.....
 Mas como a Fia trabalha na delegacia fomos até lá pra ela nos socorrer. Depois de tomarmos uma cerveja, claro.
 Chegando lá, ela nos priorizou e fez o favorzão de imprimir na hora o documento. Pronto, documento em dia.
 Mesmo que fosse só imprimir, isso levaria, no mínimo um dia, e eu não sei se tem alguma taxa, que é provável que tenha. Então, obrigado Efigênia.
 Saímos da delegacia direto para o escritório da dittesc pegarmos a autorização pra a retirada dela do Marcão (guincho). Meu pai buscou a gente e nos levou até lá. Tudo isso acho que demorou menos do que a demora do guincho pra chegar lá antes, e a Eleonor não ficou nem duas horas naquele maldito pátio..... De qualquer forma: prejuízo: R$ 89,00. Pagamos o resgate, recuperando-a, e finalmente concluímos a chegada ao mercado. O dia seguiu bem depois desse começo de tarde interminável.

*DITTESC: Diretoria de Trânsito, Transporte e Segurança de Caçador.

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Dia ruim!

Ontem (22) fomos trabalhar de Kombi e estava tudo normal. Chegou a hora de ir para casa, o Glaykom pegou a Kombi, estacionou na porta do mercado, entrei e fomos colocar combustível. O caminho para casa estava tranquilo até o momento em que passamos do trevo de Rio das Antas e subimos sentido Sincol. Acabamos perdendo a direção e caindo em uma valeta no canto da estrada. Caí pra fora da Kombi mas não senti nada no momento e o Glaykom não se machucou. A minha preocupação naquela hora era tirar ela dali. Ligamos para o pai do Glaykom e ele veio nos socorrer (como sempre), chamei também uma amiga que estava por perto e ela e o namorado vieram ajudar.
Tiramos a Efigênia de lá e fomos pra casa. Não me machuquei muito, só sinto dor nas pernas, no braço direito e no peito quando respiro. A Efigênia ficou com a porta do passageiro torta, com um amassado perto da roda traseira direita, uma calota amassou e o para choque também ficou torto, mas nada de tão grave.
Fiquei boa parte da noite me perguntando como isso aconteceu e ainda não achei uma resposta, também fiquei com um pouco de medo de sair com ela de novo e realmente não vai dar pra sair enquanto não consertarmos a porta, pois agora ela não fecha direito.

Nesse momento a Efigênia precisa de um banho e alguns consertinhos. E nós precisamos arrumar outro meio de transporte, porque dessa vez a Kombi vai ficar parada por um tempinho.

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Esclarecimento (e agradecimento!)

 Primeiramente, agradecemos as mais de mil visualizações que tivemos. Esperamos que vocês continuem nos acompanhando.
 O nosso fluxo de postagens parou porque estamos "sem internet".
 Assim que for possível, voltaremos a postar regularmente.
 Obrigado.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

1ª Virada do Rock! - Domingo

Dormimos da 3 às oito da manhã e não tinha mais como dormir. Levantamos e... TÉDIO!
Perdemos uma fogueira na madrugada e as peripécias do Rafael apanhando de garotas e se mijando na barraca do Thyago.
Como o acampamento não foi organizado pelo pessoal da Virada nós não tínhamos nada pra fazer nesse grande intervalo até começarem as bandas de domingo.
Fica aqui a nossa dica pro pessoal da organização da Virada do Rock: Fazer a virada num lugar particular onde o camping possa ser no mesmo lugar que os shows e que tenham oficinas (de teatro, dança, pintura, etc) que ocupem os intervalos dos shows. Claro que não precisa (nem deve) ser gratuito para que possa ser feito mais coisas no evento.
Almoçamos com a ajuda de outros vizinhos de Curitiba e Xanxerê que nos cederam água quente para prepararmos nossos Cup Noodles. Passado um tempo o Thyago foi embora e logo nós também fomos.
Mas antes fomos levar o Rafael para casa e na volta a nossa amada Efigênia resolveu ficar afogada, logo na subida do desvio haha
Parece que ela não sabe fazer toda a viagem sem nos fazer passar por algo.
O Glaykom tentou fazer ela pegar no "tranco" mas não deu certo, um senhor tentou ajudar e também não conseguiu. Ligamos pro sogrão e ele conseguiu fazer ela funcionar.
Voltamos para a casa do Glaykom, tomamos um café e Virada novamente.
Assistimos o final da banda Don Corleone e parte do Pigs and Diamonds .
O cansaço era grande demais e não chegamos a ver o final. Voltamos para a minha casa e... cama!
Nosso primeiro festival juntos foi cansativo mas valeu!

Kombi da banda Pigs & Diamonds

sábado, 27 de setembro de 2014

1ª Virada do Rock! - Sábado

Aconteceu na nossa cidade a 1ª Virada do Rock nos dias 13 e 14 de Setembro e esse foi o nosso primeiro festival junto com nossa Kombi azul calcinha!!!
Havíamos nos preparados a semana toda pois precisávamos de uma bateria para a Efigênia. Esse problema foi resolvido noa sexta e no sábado a tarde nós fomos até o acampamento.
Tínhamos combinado de levar bebidas para vender lá mas descobrimos logo na chegada que isso não seria possível pois já tinha uma vendinha lá.
Chegamos no acampamento, demos uma volta para o pessoal conhecer a Efigênia e nos acomodamos num lugar próximo a uma árvore. Nosso amigo Thyago chegou logo em seguida, estacionou sua moto Sophia perto de nós e montou sua barraca ao lado da Efigênia.
Logo chegou um rapaz da organização e falou que não poderíamos deixar a Kombi ali pois aquele espaço era só para barracas e que o estacionamento era logo embaixo.
Questionamos pois a Kombi é a nossa barraca e ele não nos respondeu nada. haha
Vê se tem cabimento isso, mas tudo bem! Continuamos ali!
Começou o show da primeira banda mas nós continuamos no acampamento. Chegaram uns rapazes de Blumenau e os meninos dividiram umas cervejas com eles. Nossos vizinhos eram de Concórdia, chamaram a gente pra trocar uma ideia e nos apresentaram o hidromel.
Passaram-se dois show e então decidimos ir assistir os próximos, chegamos no final do show da banda Soultherm que toca muito bem por sinal.
 Depois vieram as bandas Psyco Jack, Bonny Head, Tinto Seco, Velho Cão e a melhor de todas pra fechar a noite com chave de ouro Casa das Máquinas.
As bandas daqui sempre me decepcionam um pouco, tirando Tinto Seco que foi a primeira vez que eu vi e eles são bons.
As outras bandas vem sempre com o mesmo repertório o que faz com que a gente já saiba o que vai ouvir e acabam caindo na mesmice. Enfim, esqueçam todas as bandas pois o melhor show da noite foi o do Casa. Eu amo Casa das Máquinas e eles não me decepcionaram. São amáveis e sabem agradar o publico, tocaram as melhores músicas e me conquistaram ainda mais quando tocaram Stress que é a primeira música que eu ouvi do Casa das Máquinas aos 6 anos de idade.
O show terminou às 3 da manhã.
Esse foi um dos melhores dias da minha vida!


Continua...

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Bateria

 No outro dia fomos ligá-la, e ela não pegou. Pedimos ao vizinho uma ajuda, e fomos atendidos. Ele fez uma chupeta e nos deixou os fios, caso precisássemos futuramente. Já que a gente ia sair, tiramos ela do patio e deixamos lá fora, até a nossa volta, que levaria algumas poucas horas somente, Na volta, para colocá-la de volta na garagem ela já não ligou de novo, Na semana seguinte, estávamos sem moto, e o pai nos levou até a casa da Dio, e aproveitando a oportunidade, fizemos mais uma chupeta na Efigênia, mas dessa vez demos uma volta no quarteirão para forçar ela e carregar a bateria. Fomos almoçar. Quando fomos sair ela teimou em não ligar, e novamente pedimos uma ajuda ao vizinho. Saímos com ela, e ficamos preocupados se ela ligaria pra gente poder voltar pra casa. Felizmente ela pegou. Fomos atrás de dar uma carga na bateria, pra resolver o problema provisoriamente, já que comprar uma nova não estava sendo cogitada no momento. A 1ª Virada do Rock estava se aproximando e estávamos bem afim de ir com ela pra lá.
 Dois dias na mecânica pra descobrir que ela já estava muito velha e não conseguia segurar carga...... Agora não havia outra saída: teríamos que correr atrás de uma bateria nova.

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

A Novela - Capítulo III - Final

 Depois de alguns dias de idas e vindas da mecânica, eles nos comunicaram que estava tudo pronto. Só tinha um problema: estávamos sem dinheiro, e faltava mais de 15 dias para a próxima parcela do meu seguro. Ficamos uma semana sem ter o que fazer, e quase tivemos que esperar mais ainda. Eu tinha "emprestado" um dinheiro lá pro mercado e não foi fácil de recuperar, mas conseguimos. Fomos lá, pagamos o restante e finalmente tiramos a Efigênia de lá. Foi dada uma carga na bateria, já que ela passou um bom tempo parada, mas acabou não sendo o suficiente....
 Mal terminou uma "novela" e já começou outra.....

sábado, 23 de agosto de 2014

Novos limpadores

Tudo começou no primeiro dia que saímos com a Efigênia, onde roubaram o único limpador de pára-brisas que nós tínhamos. Agora tinha mais um item para a nossa lista de faltas e olha que essas coisas são difíceis de se encontrar por causa do modelo ser antigo.
Então dia 8 de Agosto meu pai me liga dizendo que tinha um presente para a Kombi. Como ela estava sem bateria não tivemos como ir buscar, mas no sábado (9) ele apareceu no mercado com dois belos limpadores.
Chegamos em casa e fomos colocá-los... falhamos hahaha
Conversando com o antigo dono, descobrimos como tinha que fazer e deu certo (no lado esquerdo).
Pelo menos agora nossa garota está com um lindo e novo limpador.
Riscando um item da lista!! PRÓXIMO ITEM: BATERIA

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

A Novela - Capítulo II

 Passamos uns dias depois e o orçamento estava pronto. E estava caro, mas tínhamos que arrumá-la, então fomos atrás de dinheiro para a entrada, já que não conseguimos parcelar o valor. Demos metade e o resto ficou pra quando ela estivesse pronta. A gente passava pela frente quase sempre para vê-la, e fomos até lá pra ver como estava o andamento do serviço. Na verdade, eles demoraram bastante, já que a mecânica dela é bem complicada. Nós chegamos a ter em mãos o dinheiro para efetuar o pagamento, mas devido à demora e a alguns imprevistos, acabamos nos desfazendo dele, e agora nós até esperaríamos se fosse demorar mais um tempo, e demorou.
 Eles não acharam os cilindros dianteiros e tiveram que ir atrás de alguém que fizesse só os reparos, e isso geraria uma mudança no orçamento e assim foi feito, já que era a única saída.
 E os dias se passaram...

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

A Novela - Capítulo I

Depois de dois dias andando com ela, decidimos levá-la numa mecânica, o que devíamos ter feito primeiro já que o cilindro mestre havia sido trocado e não tinha sido sangrado as quatro rodas, o óleo era o velho ainda, e outras coisinhas assim...
 No dia em que iríamos levá-la, o pátio estava com lama ainda, e até conseguirmos sair com ela, ela deixou as marcas dos pneus em boa parte do quintal, girando 180º até firmarmos ela e transpassar o portão. Ela caiu numa valeta e ali demorou mais. A Dio subiu no pára-choque, balançou, mas não adiantou. Então eu pedi pra ela vir no volante que eu empurrava. Ela já foi pisando lá embaixo fazendo o pneu esfumacear, enquanto eu empurrava ela pra frente, até que finalmente a Efigênia  sai da valeta, só que como a "pezinho de chumbo" não soltou do acelerador, ela continuou a andar, e eu aos gritos pra ela frear, mas não foi possível evitar o atropelamento da caixa de areia. A Dio já ficou de cara fechada e saiu braba, dizendo que não ia mais dirigir. Entrei de novo, manobrei mais um tanto e saímos. A mecênica é bem perto da casa, então pedimos um orçamento e deixamos a Efigênia lá mesmo...

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Vivendo e tentando aprender

A chuva não parou, então no outro dia eu fui de Kombi também. Saí de manhã e dessa vez sozinho, mas foi uma ida e volta tranquila, tirando que a Efigênia deu umas patinadas pra sair do patio. Voltei, estacionei ela pra fora, onde, acreditei eu, não iria atolar nem nada. Almoçamos e embarcamos de novo rumo ao mercado. Demoramos um bocado pra conseguir sair, pois ela atolou de novo, e lidamos algum tempo até ela sair do barro. Nós íamos passar na casa de um casal amigo nosso, pois a Dio tinha que falar com eles. Tudo bem, fomos. Continuamos nosso trajeto, pegamos uma subida longa..... Ela não é íngreme, mas é bastante comprida. Durante a subida escutamos um barulho de lata batendo. Diminuí um pouco a velocidade, olhamos para trás dela, e nada, e continuamos a subir pensando no que seria, quando o carro de trás começa a dar sinal de luz pra gente, logo, alguma coisa ela viu. Nós chegamos a pensar que poderia ser uma das tampas traseiras, que estão realmente batendo, mas quando ela parou do e lado e falou que era a calota que tinha saído, agradecemos e nos olhamos não acreditando no que estava acontecendo com a gente logo no segundo dia com ela... A Dio desembarcou e tentou localizar a calota desaparecida, não conseguindo nada à primeira vista. Eu fui voltando pra trás devagar tentando recordar depois de onde tínhamos escutado o tal barulho de lata. A Dio desceu mais um pouco e conseguiu achá-la. Guardamos. Liguei ela novamente e ao passar as marchas senti que ela estava ''pifando'', perdendo as forças... reduzi à primeira e mudei de novo, voltando o problema. Eu nem sei mais o que a gente pensou que podia ser, mas seguimos assim terminando o último pedaço do morro. Esse último pedaço é um desvio, devido às obras que estão se seguindo na BR. Estão fazendo um viaduto, então, os caminhos por ali estão.... Digamos complicado... Delicado...... Não sei, mas é por aí....haha
 Viramos na mão que está só subindo por enquanto, e na parada pra ver se vinha algum carro ela tossiu mais ainda. A Dio sugeriu que eu parasse do lado, num pedaço que está sem trânsito para ver o que era, mas eu não parei e continuamos, mais lentos do que o normal. Já estávamos quase chegando ao mercado, então lá a gente via o que era, mas nem precisou. Deduzimos o problema na hora que ela parou, na BR, fazendo uma fila enorme atrás e quase trancando a passagem ao lado, já que estávamos quase no início da construção. Se fosse um pouquinho mais pra frente, todo mundo ia ter que esperar, mas como o espaço do lado ainda era grande, eles foram passando por ali, enquanto nós pegávamos nosso galãozinho de gasolina, nossa mangueirinha, e fazíamos a passagem do líquido. Um mínimo desvio de rota, não bateu as contas de km/L que ela aproximadamente faz. Kombi é dureza amigo, por isso temos dois galões... hehe
 Gasolina colocada, problema resolvido. Sem mais relatos desse dia, e também desse jeito, nem precisa.....

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Rodando de calcinha

 - Primeiro dia rodando com ela -
Dormimos lá na minha casa, precisávamos ir atrás de algumas coisas para o mercado, inclusive produtos, então saímos de manhã. O tempo já estava fechado e resolvemos que iríamos inaugurá-la. Fizemos nossas coisas e fomos pra casa da Dio. Demos uma volta de reconhecimento no quarteirão e correu tudo dentro dos conformes. (Ah, que sensação maravilhosa de poder dirigir uma Kombi, não tem igual). Depois do almoço voltamos lá em casa pegar uns garrafões e afins para aproveitar o transporte. Começou a chuva no caminho, mas isso não foi problema. Na verdade, foi a coisa de menor gravidade que aconteceu. Chegamos ao destino, estacionamos, e houve uma espera de sete horas para a volta pra casa.
 Já era noite, embarcamos, a ligamos, girei o botão do limpador de pára-brisas e nada. Já fiquei puto por ter estragado na 1ª saída. De qualquer forma, fomos embora. Iríamos passar na casa da Fia, como ela não estava seguimos pra casa, mas resolvemos parar porque achamos que a luz estava fraca demais. A Dio saiu, olhou... Tudo certo, apontei para o limpador e ela disse que não estava lá, e realmente, levaram nosso único limpador. Bom, teremos que ir atrás de dois agora.....
 Bati a chave: nada. Olhei pra conferir se estava tudo certo: estava. Bombei o acelerador, bati de novo e nada. Descemos, olhamos o motor, tudo em ordem - até onde nosso mínimo conhecimento de mecânica mostrava. A principal suspeita era a bateria. O pai da Dio ligou pra ela pra saber onde a gente tava e acabou indo até nós, mas não tinha nada a se fazer. Ligamos para os ex-donos dela, afinal ele lidou e lida ainda com Kombi (s). Chegaram com as ferramentas, e era a bateria mesmo. Os amperes dela são baixos, e é aconselhado ligar ela primeiro, depois o resto, no caso as luzes. Pronto, informação passada e problema resolvido. Abaixo de chuva, só pra constar.
 Finalmente chegamos em casa, sãos e salvos, e de resto tudo certo.
 Nada mal para o primeiro dia, não acham?

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Desventuras em série

 Muitas 'desventuras' já aconteceram conosco. Isso que faz pouco tempo que estamos com ela. Durante esses dias, já perdemos a calota (a recuperamos), ficamos sem gasolina em uma BR na chuva, já atolamos muitas vezes, já ficamos sem bateria (também na chuva)...
 Até pra sair de casa às vezes é uma aventura, haha.
 Isso é bom, principalmente por sermos jovens e ter um problema o qual só depende de nós resolver nos torna mais maduros, mais espertos e prevenidos.
 Uma dica pra você que quer comprar uma Kombi antiga: Esteja preparado e leve sempre um galão de gasolina.
 Não entre em pânico!!

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Efigênia

Ela é azul e branca, é de 74 e hoje é o grande amor da nossa vida. Já faz um mês que estamos com ela e antes mesmo de fecharmos o negócio já começamos uma lista de possíveis nomes... Queríamos um nome meio nonsense,  psicodélico ou que lembrasse isso.
Fizemos uma lista que foi desde "Alice ou Dorothy" até "Absolem ou Mary Jane ( não a namorada do Homem Aranha)" mas nenhum deles nos agradou realmente e nem tinha muito a ver com a nossa Kombi.
Eis que nós estávamos conversando e eu lembrei da nossa amiga Efigênia que é da mesma cia de teatro do Glaykom e ai fechou perfeitamente. A Efigênia é uma pessoa mais que demais, é a dona do abraço mais sincero que eu já recebi, e quer o que mais 'nonsense' do que teatro ? hahaha
Enfim essa foi a nossa escolha, estamos muito satisfeitos com ela e digam se nossa garota não tem cara de Efigênia?
Bom mesmo é saber que o carinho que a Fia tem pela gente sempre estará fazendo companhia por todo o nosso itinerário.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Aquisição

 Depois de muita procura, finalmente fechamos negócio. Talvez não sejam as melhores condições - em nenhum aspecto - mas estamos satisfeitos. Demos todo o dinheiro que tínhamos guardado no banco como entrada e parcelamos o resto, contando com o meu seguro. he he
 Hora de batizá-la; fizemos uma lista de nomes, e acabamos por optar um que nem havia sido pensado: Efigênia.
 Dado o nome, nos voltamos para o que precisamos reformar nela, e olha que ela necessita de alguns reparos, tais como: trincos, limpador de pára-brisa, regulagem no freio, na caixa de direção..... Esse tipo de coisa, talvez típico de Kombi.... haha
 E além do básico, pretendemos customizá-la. Então vai longe ainda esta parte, já que estamos sem capital e precisamos bastante disso para deixá-la do jeito que queremos, mas apesar da espera que teremos que aguentar, não estamos com muita pressa - só ansiosos -, até porque ela já está conosco.

domingo, 6 de julho de 2014

Kombi = Amor

É engraçada a sensação de ter uma Kombi. Quando ela veio para casa eu senti uma alegria tão grande, mas tão grande que eu nem consigo definir em palavras.
Ter uma Kombi é receber amor de todas as formas e de todas as pessoas... E essa, sem dúvida é a parte mais gostosa, é engraçado como até quem não te conhece fica feliz ao ver a sua Kombi e emana energias positivas para ela.
Nossos amigos ao vê-la ficaram tão felizes pela gente, como eu nunca imaginei que ficariam e isso fez com que eu quase não conseguisse dormir de tanto amor que nós recebemos numa noite só.
Agradeço a eles por fazerem parte desse momento.
E só tenho mais uma coisa pra dizer: Kombi é amor!