terça-feira, 27 de janeiro de 2015

O passeio da moto dentro da kombi

 Na verdade, quando a gente contou essa história, as pessoas não expressaram nenhuma surpresa, como se todo mundo já espere que a gente faça esse tipo de coisa com uma kombi.
 Então, normalmente a gente vai de moto pro mercado, a não ser quando está chovendo na hora da nossa ida, aí, ou pedimos uma carona ou vamos de kombi. Quando a gente vai de moto e está chovendo na saída, às vezes o pai dá uma carona, o que já aconteceu e no outro dia voltamos com ele, quando é final de semana. Uma vez porém, a moto ficou lá, e no outro dia, como era segunda e o tempo estava limpo fomos a pé para o trabalho. Tudo bem. Numa outra, porém, de quinta pra sexta, a moto tinha ficado lá e estava chovendo, então fomos com a Efigênia. Agora tínhamos duas opções: Ou carregá-la para dentro da Efigênia, ou deixá-la e levantar bem cedo no dia seguinte para chegar a tempo de abrir o mercado. Pensamos durante o expediente, e como nós gostamos de dormir, decidimos carregar a moto. Até que não foi difícil erguê-la e ajeitá-la, mesmo o local não favorecendo em nada e nós não tendo nada para nos auxiliar, mas é bem tenso dirigir com essa responsabilidade. A Dio foi atrás, só pra garantir, mas não havia problemas. Durante o trajeto chegamos até a pensar que a mãe da Dio iria nos repreender, mas não, ela já estava esperando que a gente fizesse isso mesmo. Até porque é a solução mais prática, de qualquer forma, Ela nos ajudou a tirar a Eleonor lá dentro, e parecia que estava mais complicado do que colocar, enfim. Mais tarde, constatamos que havíamos nos esquecido de umas coisas que ela tinha nos pedido, já que estávamos com a kombi, e seria melhor para trazer....
 Enfim, na manhã seguinte pudemos acordar em cima da hora e ir de moto.

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Nota de solidariedade - o sequestro da Eleonor

 Acho que não foi dito ainda aqui, mas a Efigênia tem uma irmã de garagem: Eleonor - a moto, 150c, 2007, preta. Ela é mais nova que a Efigênia mas está há mais tempo conosco, por isso temos um grande apreço por ela também.
 Pois bem, eu sou contra - entre outras - nosso sistema de trânsito e política do mesmo, mas ainda assim para evitar maiores problemas, procuro estar sempre em dia com os documentos e tudo mais, para poder rodar tranquilamente.
 O fato é que nós estávamos discutindo se subíamos pro mercado de moto ou de kombi, já que o tempo estava com cara de chuva. Optamos pela moto. Fizemos uma outra rota já que tínhamos que passar na farmácia. Seguindo então o trajeto nos deparamos com uma viatura da dittesc* num trevinho que dá pra uma mão-única. Eles seguraram, então nós passamos a frente, paramos na esquina e no semáforo que se seguiam corretamente, e mais adiante, atrás de uma fila eles encostam do lado e pedem pra gente parar. Paramos. Como estava tudo certo, não haveria problema, pensei. Até que eles consultaram o documento da Eleonor e estava atrasado. Acontece que, de fato eu havia pagado tudo certo, mas direto no banco  não dei entrada na delegacia. Aí o problema. Sem negociação com os guardin.... digo, com os agentes, levamos uma multa e esperamos pacientemente pelo guincho.  O agente, sem identificação na farda, mas a meu pedido depois se apresentou como Maurício, estava nos sugerindo para irmos à um despachante que eles faziam o serviço rápido. Há.... Claro, com aquele custo básico que existe em tudo, enfim.....
 Mas como a Fia trabalha na delegacia fomos até lá pra ela nos socorrer. Depois de tomarmos uma cerveja, claro.
 Chegando lá, ela nos priorizou e fez o favorzão de imprimir na hora o documento. Pronto, documento em dia.
 Mesmo que fosse só imprimir, isso levaria, no mínimo um dia, e eu não sei se tem alguma taxa, que é provável que tenha. Então, obrigado Efigênia.
 Saímos da delegacia direto para o escritório da dittesc pegarmos a autorização pra a retirada dela do Marcão (guincho). Meu pai buscou a gente e nos levou até lá. Tudo isso acho que demorou menos do que a demora do guincho pra chegar lá antes, e a Eleonor não ficou nem duas horas naquele maldito pátio..... De qualquer forma: prejuízo: R$ 89,00. Pagamos o resgate, recuperando-a, e finalmente concluímos a chegada ao mercado. O dia seguiu bem depois desse começo de tarde interminável.

*DITTESC: Diretoria de Trânsito, Transporte e Segurança de Caçador.